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Quando ela pergunta pela mãe já falecida

4 min de leitura

Corrigir com a verdade faz ela receber a notícia da morte de novo, do zero.

“Cadê a minha mãe?” é uma das perguntas mais difíceis de responder. Dizer “sua mãe morreu há trinta anos” é tecnicamente verdade e emocionalmente devastador: para ela, é a primeira vez que ouve isso, e vai ser a primeira vez outra vez amanhã.

O que a pergunta costuma significar não é uma dúvida factual, e sim uma necessidade de segurança e pertencimento. Responder ao sentimento funciona melhor: “sua mãe cuidava muito bem de você, né? Me conta como ela era”. A conversa muda de rumo sem mentira construída e sem luto repetido.

Se ela insistir e ficar aflita, ofereça uma resposta curta e tranquila (“ela não está aqui agora”) e mude o ambiente: leve para outro cômodo, ofereça algo para beber, coloque uma foto antiga na mão dela. A mudança de contexto costuma dissolver a aflição mais rápido do que qualquer explicação.